A Psicologia por trás das decisões de investimento

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A Psicologia por trás das decisões de investimento

 

Investir no mercado financeiro não é apenas uma questão de números, gráficos e análises. Existe uma dimensão psicológica profunda que influencia as decisões de investimento. Compreender essa dinâmica pode ser tão crucial quanto entender os fundamentos econômicos.

 

As emoções no centro da tomada de decisões de investimento

 

Quando os mercados estão em alta, é comum sentir uma onda de otimismo e euforia. O ambiente parece favorável, histórias de sucesso são compartilhadas, e há um sentimento generalizado de que as coisas só podem melhorar. Nesse cenário, muitos investidores novatos podem ser seduzidos pelas promessas de retornos rápidos e substanciais, o que muitas vezes os leva a entrar no mercado sem uma análise apropriada.

Por outro lado, um mercado em queda pode desencadear sentimentos de pânico e medo. Notícias negativas são amplificadas, e o pessimismo toma conta, fazendo com que muitos sintam que o mundo está desmoronando.

Esta atmosfera carregada pode resultar em vendas apressadas, motivadas mais pela emoção do que pela razão. Essas emoções, muitas vezes extremas, podem levar os investidores a tomar decisões impulsivas, como comprar na alta, seduzidos pela euforia, e vender na baixa, impulsionados pelo medo, o oposto do que muitos aconselham. Essa dinâmica mostra o quanto é crucial manter o equilíbrio emocional no mundo volátil dos investimentos.

 

Vieses cognitivos: os inimigos silenciosos

 

Os vieses cognitivos representam distorções sistemáticas na maneira como percebemos e interpretamos informações, levando frequentemente a erros de julgamento. No mundo dos investimentos, estes vieses podem ser especialmente prejudiciais, pois podem distorcer nossa capacidade de tomar decisões financeiras racionais. Vamos detalhar mais profundamente:

 

  • Viés de confirmação: Este é um dos vieses mais comuns e prejudiciais. A tendência é que as pessoas busquem, interpretem e lembrem-se de informações de uma maneira que confirme suas crenças ou hipóteses preexistentes. Enquanto ignoram ou descartam informações que as contradizem. No contexto de investimento, isso pode significar que um investidor pode selecionar seletivamente notícias ou dados que validem sua decisão de compra ou venda, enquanto ignora outros dados que possam sugerir uma abordagem diferente. Esta mentalidade pode levar a más decisões de investimento, pois o investidor está operando com uma visão tunelada e não considerando a totalidade das informações disponíveis.

 

  • Efeito ancoragem: Este viés refere-se à tendência humana de confiar demais na primeira peça de informação encontrada (a “âncora”) ao tomar decisões. No mundo dos investimentos, isso pode se manifestar quando um investidor baseia suas decisões de compra ou venda no preço inicial de uma ação ou ativo, em vez de considerar sua valoração atual ou potencial futuro. Por exemplo, se um investidor compra uma ação a $100 e seu preço cai para $80, ele pode hesitar em vender porque está “ancorado” ao preço inicial de $100, mesmo que todas as indicações sugerem que a ação continuará a cair.

 

Enfim, estes são apenas dois exemplos de como os vieses cognitivos podem influenciar a tomada de decisão no investimento. Ao estar ciente deles e fazer um esforço consciente para reconhecê-los e combatê-los, os investidores têm uma chance maior de tomar decisões mais racionais e bem informadas.

A influência dos outros: o comportamento de manada

 

A natureza social do ser humano nos leva frequentemente a buscar a aprovação e a companhia de outros. Essa tendência, muitas vezes descrita como “comportamento de manada”, é evidente em muitos aspectos de nossas vidas, desde a moda até as tendências culinárias e, sim, até nos investimentos. No contexto financeiro, isso pode ter consequências significativas.

Quando os mercados estão otimistas e todos ao redor estão comprando certos ativos ou ações, a pressão para se juntar à multidão pode ser avassaladora. Afinal, ninguém quer ficar de fora e perder a oportunidade de lucro. Entretanto, o que muitos não percebem é que essas corridas frenéticas para comprar podem ser baseadas em histeria coletiva e não em uma análise fundamentada do ativo em questão.

No outro extremo, durante períodos de pânico ou incerteza no mercado, o comportamento de manada pode levar a vendas massivas. Assim como as corridas otimistas, os selloffs pânico podem ser exagerados, levando a ativos valiosos sendo vendidos a preços muito abaixo de seu valor intrínseco.

O perigo real aqui é que o comportamento de manada pode inflar ou deflacionar artificialmente o valor de um ativo. Quando muitos investidores seguem cegamente a multidão, sem fazer sua própria análise ou pesquisa, bolhas de mercado podem se formar. E, como a história nos mostrou, essas bolhas, mais cedo ou mais tarde, estouram. Muitas vezes, deixando aqueles que entraram tarde no jogo com perdas significativas.

Enfim, para os investidores, a chave é reconhecer a diferença entre uma decisão baseada em análises sólidas e uma que é simplesmente um reflexo do que todos os outros estão fazendo. Manter-se informado, fazer sua própria pesquisa e, às vezes, até mesmo nadar contra a corrente pode ser a melhor estratégia a longo prazo.

 

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